segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Professores da rede estadual iniciam greve no PR por tempo indeterminado


Categoria afirma que governador Beto Richa (PSDB) não cumpriu acordo. 
Mais de 1 milhão de alunos estão matriculados na rede estadual de ensino.

Adriana JustiDo G1 PR









Professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado a partir deste segunda-feira (17). Com a paralisação, aproximadamente um milhão de estudantes devem ficar sem aula. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP- Sindicato), a greve deve reunir todo o efetivo da categoria – aproximadamente 40 mil funcionários.
De acordo com o presidente da APP, Hermes Leão, "um dos principais motivos que levou à paralisação da categoria foi o fato de o governador Beto Richa (PSDB) ter voltado atrás no compromisso de pagamento da data-base da categoria para janeiro de 2017".
"O governo do Paraná já debateu conosco, já se comprometeu e não vem sustentando suas promessas, inclusive com a proposta de retirar a nossa data-base. Somos a categoria com os mais baixos salários. Será uma greve forte nas mais de duas mil escolas do Estado do Paraná", reforça Hermes Leão.
A emenda que altera o pagamento dos servidores foi apresentada por Richa na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) no dia 3 de outubro e começou a ser analisada pela comissão de orçamento. No dia 11 de outubro o governo encaminhou para a Alep um oficio parando a tramitação da emenda.
Três dias depois, o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSB), que é líder do governo na Assembleia, afirmou que a tramitação fica suspensa até que termine a votação, no Senado Federal, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241. A medida estabelece um teto para o crescimento das despesas públicas e já foi aprovada em primeiro turno. 
Os professores da rede estadual também exigem a regularização do pagamento de promoções e progressões e reclamam do atraso no auxílio refeição para alguns funcionários. Eles também reivindicam a equiparação dos salários de escolas.
A penúltima greve da categoria foi realizada entre os dias 25 de abril e 9 de junho, no ano passado. Ao todo, foram 46 dias de paralisação.
Apoio às ocupações
Ao G1, Hermes Leão disse que a APP-Sindicato apoia o movimento dos estudantes que ocupam escolas do estado para protestar contra a medida provisória 746 que determina uma reforma no ensino médio no país. "Nós temos essa pauta em comum e reconhecemos o direito legítimo dos estudantes em protestar sobre o assunto", disse o presidente do sindicato.
O presidente do sindicato declarou ainda que a APP-Sindicato repudia o recesso escolar nesta semana anunciado neste domingo (16) pelo chefe da Casa Civil do governo do Paraná, Valdir Rossoni.
Segundo o último balanço divulgado pelo Movimento Ocupa Paraná, divulgado na noite de sábado (15), são 470 escolas e sete universidades ocupadas no Paraná.
As ocupações começaram no dia 3 de outubro. Veja a lista completa no site do movimento estudantil.
Entenda o acordo feito em 2015 entre o governo e os servidores
O pedido de reajuste salarial foi um dos principais entraves da greve, que ficou marcada, inclusive, por causa de um confronto entre a polícia e os servidores no Centro Cívico, em Curitiba. Desde o início, a categoria pedia aumento de 8,17%, por conta da reposição da inflação.
No entanto, a proposta que acabou sendo aprovada pelos professores previa o pagamento de 3,45% referente à inflação entre os meses de maio, quando vencia a data-base da categoria, e dezembro de 2014.
Em janeiro deste ano, os servidores receberam um novo reajuste, com a inflação acumulada em 2015. A mesma medida deveria ser tomada em janeiro de 2017, referente à inflação de 2016, mais 1%. 

Postado por Carlos PAIM

terça-feira, 10 de maio de 2016

Manifestantes pró-governo liberam rodovias federais no RS

Os manifestantes contrários ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff liberaram todas as estradas federais que eram alvo de bloqueio desde o início da manhã desta terça-feira, 10, no Rio Grande do Sul. Ao longo do dia, mais de 10 trechos tiveram o trânsito interrompido. Os atos fazem parte do Dia Nacional de Paralisações e Mobilização contra o Golpe, com eventos em diversos Estados. Os manifestantes levaram cartazes e gritaram palavras de ordem em defesa do governo federal. Em alguns pontos, houve queima de pneus.

Ao longo da manhã, as autoridades negociaram com as lideranças dos protestos para desalojar as rodovias. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF-RS), por volta do meio-dia todas as estradas federais no RS estavam liberadas. Às 14 horas, não havia nenhum novo foco de manifestação.

No início da tarde, no entanto, ainda havia pontos de mobilização em rodovias estaduais, como no km 224 da RSC-471, em Encruzilhada do Sul, e no km 380 da RSC-377, em Alegrete. De acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar, neste segundo ponto estão reunidas cerca de 70 pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Há três assentamentos nas proximidades do local. Outras vias estaduais já foram liberadas.

Os protestos desta terça foram convocados pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo. O objetivo, de acordo com os organizadores, é chamar a atenção da sociedade sobre a possibilidade de afastamento da presidente Dilma e pressionar senadores a votarem contra a admissibilidade do processo na quarta-feira, 11.

Vários Estados

De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), há manifestações registradas em vários Estados, como Bahia, Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.

Durante a manhã, a Frente Brasil Popular, fez uma convocatória para que os manifestantes fossem às ruas. "Vai ter muita luta em defesa da democracia! O Brasil diz não contra o golpe!", diz uma mensagem postada no Facebook.

A CUT informou que os atos em todo o País são "em defesa da democracia, dos direitos trabalhistas sociais e humanos".

São Paulo

A Avenida 23 de Maio, importante via da capital paulista, foi bloqueada nos dois sentidos na altura do Terminal Bandeira, no Centro. Os manifestantes atearam fogo em madeira e pneus e liberaram a pista por volta das 8h30.

Houve também protesto na rodovia Hélio Smidt, que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e na Marginal do Pinheiros. Os manifestantes também interditaram a Marginal do Tietê, perto da Ponte do Tatuapé, sentido Castelo Branco. Na rodovia Raposo Tavares, no sentido São Paulo, o protesto foi de um grupo é formado por estudantes que reivindicam melhorias na merenda.

Interior paulista

Reivindicações salariais misturadas a protestos contra o processo de impeachment paralisaram o transporte coletivo em 11 cidades da região de Sorocaba durante o período da manhã. Em Sorocaba, os ônibus circularam das 4 às 6 horas e foram recolhidos às garagens.

Milhares de pessoas não conseguiram chegar ao trabalho. Manifestações dos sindicatos dos motoristas e dos metalúrgicos, ligados à CUT, interromperam o trânsito nos principais corredores viários. Um dos protestos foi realizado em frente à prefeitura.

Em Tatuí e Itapetininga, o transporte urbano também foi paralisado. Nas três cidades, a previsão era de que o serviço fosse retomado entre 10 e 11 horas. O sindicatos alegam falta de atendimento às reivindicações salariais de motoristas e cobradores, mas também criticam a tentativa de afastamento da presidente Dilma.

A greve se estendeu ao transporte urbano e intermunicipal de Votorantim, São Roque, Alumínio, Mairinque, Araçoiaba da Serra, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo e Itapeva.

Rio de Janeiro

Manifestantes contrários ao processo de impeachment bloquearam duas rodovias importantes do Rio, entre a madrugada e a manhã desta terça-feira. A Rodovia Rio-Santos foi fechada nos dois sentidos, por volta das 6h40, na altura do município de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. Segundo a PRF, os manifestantes espalharam pela pista pneus que incendiaram, na altura do quilômetro 394. Alguns portavam bandeiras da CUT. Por volta das 8 horas, a pista foi totalmente liberada.

Durante a madrugada, por volta das 4h50, os manifestantes também interditaram parcialmente a pista sentido Rio de Janeiro da Rodovia Presidente Dutra, na altura do município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Eles também atearam fogo em pneus, o que exigiu a atuação de bombeiros. A via foi totalmente liberada às 5h30. Outro grupo de manifestantes se concentrava, por volta das 9 horas, na entrada principal da Refinaria Duque de Caxias (Reduc).

Paraíba

Em João Pessoa, o bloqueio foi no quilômetro 35 da BR-230. O trânsito está totalmente interditado para quem segue paras as cidades de Campina Grande, no interior paraibano, e Natal, no Rio Grande do Norte. Os protestos também são liderados pela Frente Brasil Popular, com grupos espalhados em vários pontos da cidade.

Eles fecham ainda o acesso a trens e a empresas de ônibus coletivo. Em Campina Grande, a interdição é na rotatória da BR-230 que dá acesso à cidade.

Rio Grande do Norte

Em Natal, o serviço de ônibus foi paralisado na região metropolitana durante a manhã. De acordo com a prefeitura da capital potiguar, táxis e ônibus fretados foram autorizados a fazer lotação durante a paralisação. Manifestantes também queimaram pneus no acesso ao campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vizinho ao viaduto na BR-101.

Pernambuco

O MST fez várias interdições no Estado, segundo a PRF. No interior, o trânsito está bloqueado nas dois sentidos das BRs 232, em Pesqueira, Agreste pernambucano, e na 101, em Goiana, na Zona da Mata. Já na Região Metropolitana do Recife, o protesto é no quilômetro 83 da BR-101, em Jaboatão dos Guararapes.

Paraná

De acordo com a PRF, manifestantes do MST interditaram a Praça de Pedágio de Witmarsum, no quilômetro 340 da BR-277, em Palmeira. No Centro de Curitiba, foram colocados diversos balões em forma de coração, com a frase "Fica querida", em defesa da presidente Dilma.

Bahia

Os manifestantes fecharam vários trechos de rodovias baianas. No quilômetro 523 da BR-324, em Feira de Santana, a via foi interditada no sentido Salvador. Na mesma rodovia, em Candeias, o protesto fechou uma pista no sentido Feira de Santana. Já em Itabuna, a interdição foi no quilômetro 508 da BR-101. Na capital baiana, movimentos sociais interditaram a Avenida Suburbana.

Mato Grosso do Sul

De acordo com a CUT, apesar da chuva que cai no Estado, a BR-267 foi interditada no início da manhã.

EM

Postado por: Ygor I. Mendes

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Chuvas voltam a provocar estragos e transtornos em todo o Paraná

Em Londrina e Maringá (norte do Estado) já choveu mais do que a média do mês de maio inteiro; em Francisco Beltrão, no sudoeste, houve queda de granizo.

As chuvas intensas que voltaram a cair sobre o Paraná durante o final de semana e nesta segunda-feira (9) deixaram um rastro de destruição e a Defesa Civil em estado de alerta. Ainda vai ser divulgado hoje um balanço da Defesa Civil sobre os prejuízos causados pelo mau tempo. Cinco minutos de chuva, com vento e granizo, foram suficientes para provocar muitos danos em Francisco Beltrão, no sudoeste do Estado. No perímetro urbano, seis árvores, placas de sinalização e outdoors foram derrubados, além do registro de prejuízos em decorrência da queda de granizo.

A queda de árvores afetou a distribuição de energia elétrica em alguns pontos da cidade, onde postes foram quebrados. Uma árvores caiu sobre um veículo, mas ninguém ficou ferido.Na zona rural do município também foram registrados prejuízos e algumas comunidades ficaram sem energia elétrica durante horas.De acordo com o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná) as rajadas de vento atingiram velocidade de 50 Km/h e precipitação de cerca de 20 milímetros de chuvas.

MARINGÁ
Já em Maringá, na região noroeste do Paraná, choveu em três dias mais do que a quantidade prevista para o mês inteiro. A instabilidade do tempo começou na última sexta-feira (6) e, durante o fim de semana, o Instituto Tecnológico Simepar registrou 63,4 milímetros de chuva em Maringá.As precipitações se intensificaram nesta segunda-feira (9) com 48,6 milímetros até o início da manhã. A média histórica de chuvas para Maringá em maio é de 110 milímetros e 112 já caíram nas últimas 72 horas. Em Mandaguari, uma edificação desabou, mas ninguém ficou ferido.

LONDRINA, APUCARANA E ARAPONGAS

Em Londrina, a Defesa Civil já está alerta, assim como em Apucarana e Arapongas (norte do Estado). Conforme o Simepar, entre a manhã de sábado (7) e a manhã desta segunda-feira (9) choveu 115 milímetros em Londrina, acima da média registrada historicamente em todo o mês de maio. O aeroporto Governador José Richa fechou e abriu quatro vezes das 6 horas até as 8h30 desta segunda-feira (9), o que provocou atrasos e cancelamentos de dois voos.
O Paraná vem sendo afetado seguidamente pelos danos provocados pela chuva - Foto: Foto: Foto: Júnior Dias


INSTABILIDADE CONTINUA
O meteorologista Samuel Braum, do Simepar, relatou que a instabilidade continua na terça-feira (10), com o retorno do sol na quarta-feira (11). Por causa das chuvas, as temperaturas variam pouco esta semana, com mínima de 16ºC e máxima de 21ºC.
Mais fotos em:

TVOnline
Postado por: Ygor I. Mendes

sábado, 7 de maio de 2016

Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo são denunciados por Janot na Lava Jato

O casal e mais um empresário são acusados de corrupção e lavagem.
Defesa alega que Gleisi e o marido não receberam propina do esquema.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) em um dos processos da Operação Lava Jato a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o marido dela, o ex-ministro do Planejamento e das Comunicações Paulo Bernardo, e o empresário Ernesto Kugler, supostamente ligado ao casal.
nheiro por suposto recebimento de valores desviados da Petrobras para a campanha de Gleisi ao Senado em 2010.
Senadora de primeiro mandato, Gleisi é uma das principais defensoras da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Ela chegou a chefiar a Casa Civil no primeiro mandato de Dilma. Atualmente, a parlamentar paranaense integra a comissão especial do impeachment no Senado.
Ex-deputado federal pelo Paraná, Paulo Bernardo comandou o Ministério do Planejamento na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 2011, quando Dilma sucedeu Lula no Palácio do Planalto, Paulo Bernardo permaneceu no governo, mas trocou de pasta, transferindo-se para o Ministério das Comunicações. Ele deixou a Esplanada dos Ministérios somente ao final do primeiro mandato de Dilma.
A denúncia agora precisa ser analisada pela Segunda Turma do Supremo. Se os magistrados decidirem receber a denúncia, Gleisi e Paulo Bernardo vão virar réus em na ação penal. O caso está tramitando no STF porque Gleisi tem foro privilegiado por ser senadora.
Janot afirma que delações premiadas da Lava Jato e provas obtidas a partir delas apontam indícios suficientes do envolvimento do trio em atos de corrupção.
Se Gleisi, Paulo Bernardo e o empresário Ernesto Kugler se tornarem réus, terá início, então, a fase de coleta de provas e testemunhos. Só depois de concluída a etapa de instrução e produção de provas é que o Supremo julgará se eles serão condenados ou absolvidos.
A acusação
Segundo o Ministério Público, Gleisi é acusada de receber R$ 1 milhão em propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras. A senadora petista foi citada nas delações premiadas do doleiro Alberto Yousseff e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Antonio Carlos Pieruccini, um novo delator da Lava Jato, disse que transportou o dinheiro, em espécie, de São Paulo para Curitiba em quatro viagens e que entregou a quantia para Ernesto Kugler, que seria próximo de Gleisi.
“Indagado acerca dos fatos constantes do anexo 01 (senadora Gleisi Hoffmann) afirmou: que, em 2010, o declarante transportou R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) de São Paulo para Curitiba, a pedido de Alberto Yousseff; que Alberto Yousseff disse que os valores se destinavam à então candidata à senadora Gleisi Hoffmann; que Alberto Yousseff disse que os valores seriam usados para o financiamento da campanha de Gleisi Hoffmann; que a conversa inicial com Alberto Yousseff ocorreu provavelmente em fevereiro ou março”, relata trecho da delação premiada de Pieruccini.
No fim de março, a senadora petista foi indiciada pela Polícia Federal PF). O indiciamento é alvo de questionamento porque o STF decidiu, em 2006, que parlamentares não podem ser indiciados pela polícia. O procurador-geral da República chegou a enviar parecer ao tribunal, em abril, pararecomendar que o indiciamento fosse arquivado.
O que disseram as defesas dos suspeitos
Por meio de nota, os advogados Rodrigo Mudrovitsch e Veronica Abdala Sterman disseram ter recebido com "inconformismo" a denúncia da senador a do PT (leia a íntegra do comunicado ao final desta reportagem). Segundo os defensores, as provas obtidas no inquérito comprovam que ela não recebeu propina do esquema de corrupção.
"[A denúncia] baseia-se apenas em especulações que não são compatíveis com o que se espera de uma acusação penal", diz trecho do comunicado.
Rodrigo Mudrovitsch e Veronica Abdala Sterman também são responsáveis pela defesa de Paulo Bernardo. Em outra nota, os criminalistas afirmaram que as referências ao ex-ministro na denúncia se baseiam em "declarações contraditórias e inverossímeis".
"Não houve qualquer envolvimento dele com os fatos narrados na denúncia. Demonstraremos isso com veemência e acreditamos que a denúncia não pode ser recebida", enfatizam os advogados na nota.
Responsável pela defesa do empresário Ernesto Kugler, o advogado Cal Garcia afirmou ao G1 que não iria comentar a denúncia da Procuradoria Geral da República.
Leia a íntegra das notas divulgadas pela defesa dos suspeitos
Nota divulgada pela defesa de Gleisi Hoffmann
É com inconformismo que recebemos a notícia de que o PGR apresentou denúncia em desfavor da senadora Gleisi Hoffmann.
Todas as provas que constam no inquérito comprovam que não houve solicitação, entrega ou recebimento de nenhum valor por parte da Senadora. A denúncia sequer aponta qualquer ato concreto cometido. Baseia-se apenas em especulações que não são compatíveis com o que se espera de uma acusação penal.
São inúmeras as contradições nos depoimentos dos delatores que embasam a denúncia, as quais tiram toda a credibilidade das supostas delações. Um deles apresentou, nada mais, nada menos, do que seis versões diferentes para esses fatos, o que comprova ainda mais que eles não existiram.
Ao apagar das luzes, depois de um ano e meio da abertura do inquérito, uma terceira pessoa aparece disposta a dizer que teria realizado a suposta entrega de valores, numa nova versão que foge de qualquer raciocínio lógico.  Vale lembrar que esta pessoa é amigo/sócio/ funcionário de Alberto Youssef, o que comprova ainda mais a fragilidade das provas e se vale do mesmo advogado de Alberto Youssef para fazer sua delação.
Rodrigo Mudrovitsch e Veronica Abdala Sterman
Nota divulgada pela defesa de Paulo Bernardo
As referências ao ex-ministro Paulo Bernardo na denúncia baseiam-se em declarações contraditórias e inverossímeis. Não houve qualquer envolvimento dele com os fatos narrados na denúncia. Demonstraremos isso com veemência e acreditamos que a denúncia não pode ser recebida.
G1GLOBO
Postado por: Ygor I. Mendes

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Após 10 anos de pesquisa em Iguaçu, um grito de alerta

O Parque Nacional do Iguaçu é provavelmente o mais sortudo de todos os parques brasileiros por ter uma visibilidade internacional. É o segundo destino turístico no Brasil, atrás apenas do Cristo Redentor, no Parque Nacional da Tijuca, e a beleza cênica de suas 254 quedas d’água lhe auferiram o status de Patrimônio Natural da Humanidade. Iguaçu foi criado há quase 80 anos, em 1939, e protege o último fragmento de Mata Atlântica Interior (longe da costa) do sul do Brasil. Além disso, é tido como exemplo de conservação e manejo pelo resto do país. Mas, na prática, sua situação é bem pior do que o retrato. Sofre pressão crescente da produção agrícola nas suas bordas, corre o risco de ter reaberta uma estrada ilegal que o corta ao meio, e sua espécie mais emblemática, a onça-pintada, está quase extinta dentro dele e na região.
O Parque Nacional de Iguaçu é resguardado por uma legislação ambiental que regula as atividades humanas no seu entorno. Porém, em março de 2011, a pressão de lobbies ruralistas derreteu a zona de amortecimento do parque, que caiu de uma faixa de 10 quilômetros de larguras para apenas 500 metros. A mudança ocorreu sem consulta prévia à comunidade e sem qualquer estudo de impacto ambiental prévio.
O entorno do parque é ocupado por mais de 2.500 km2 (quilômetros quadrados) de lavouras. Só no ano de 2009 foram quase 8 milhões de litros e outros 8 milhões de quilos de agrotóxicos comprados nos municípios nas redondezas do PNI. Os mais utilizados são o glifosato e a atrasaina, fortes desreguladores endócrinos, que produzem uma horrível bagunça hormonal. É cientificamente comprovado que essas práticas da agricultura convencional impactam de forma negativa a biodiversidade, especialmente os anfíbios, ecossistemas aquáticos e também os mamíferos.  Ou seja, inclusive nós!
Os danos da Estrada do Colono
O parque já foi cortado pela Estrada do Colono, uma via de 17,6 km de extensão que cruza a área intangível do parque, aberta ilegalmente no meio do mato, entre 1953 e 1955. Ela foi fechada em 1986 por ordem da justiça, mas voltou a ser invadida três vezes, em 1997, 2001 e 2003, para ser novamente desocupada pela polícia, em situações de grande tensão com os lindeiros. Mas a história não acabou. Tramita no Congresso o projeto de lei 7.123, de 2010, de autoria do deputado Assis de Couto, do PT/Paraná, que reabre a estrada, sob o argumento que isso promoveria o desenvolvimento regional e até a conservação da natureza.
Meu intuito aqui é compartilhar o que eu vi na Estrada do Colono, em 2001, quando participei de uma expedição para averiguar o estado em que estava. Havia muito dano causado pela passagem de veículos pesados. Encontramos abundância de lixo e placas, porém sinais de bichos também. A maioria das espécies detectadas durante esta expedição era listada como ameaçada de extinção, como o puma, a anta, as lontras e felinos neotropicais de pequeno e médio porte: jaguatirica, gato-maracajá e oncilas.
Na Lista Vermelha da IUCN, as maiores ameaças à sobrevivência dessas espécies são a fragmentação do hábitat, perda de hábitat, caça ilegal e atropelamento. A Estrada do Colono foi causadora de todas elas.
Na verdade, a Estrada do Colono é um exemplo ideal para demonstrar os impactos de uma estrada dentro de uma área de preservação. Ela possui todos os indicadores de alterações associadas a um pronunciado efeito de borda: o empobrecimento acelerado do ecossistema. A estrada representa uma barreira à movimentação da fauna e dispersão de flora, além de acentuar o processo de fragmentação.
Como diz Fernando Fernandez, o efeito de borda como o causado pela Estrada do Colono é “a morte da floresta por dentro”.
Atividades ilegais como extração de palmito, pesca e caça agravam o empobrecimento ecológico observado. Em particular, a caça intensifica a perda de variedade genética de espécies prestes a se extinguirem.
Tenho dados sobre a situação da Estrada do Colono desde 2001. A história é sempre a mesma: além de sinais de fauna, muitos sinais de gente fazendo o que não presta lá dentro. Sempre houve picadas abertas na sua parte sul, nos arredores de Capanema. Segundo Ivan Baptiston, ex-diretor do Departamento de Proteção e atual Chefe da unidade de conservação, infratores vêm de Capanema por dois motivos: a falta de patrulha contínua nesta região e o acesso rápido ao parque pelo rio Iguaçu.
Os dados que acumulei são constrangedores e eu os compartilhei com o governo via SISBIO. Há humanos por todo o canto no parque, acompanhados por cães domésticos e de caça. Era claro, a impunidade reinava.
Evidência de corte ilegal de palmito no Parque Nacional do Iguaçu, com serrote, em 2014, demonstra impunidade.
A extração de palmito era comum em áreas próximas à Capanema, Matelândia, Missal e entorno.
No último monitoramento, de 2012 a 2014, registramos a presença de 30 espécies de mamíferos em 6.190 dias de uso de armadilhas fotográficas. Apesar de eu ter intencionalmente escolhido os locais mais resguardados para instalar as câmeras, três foram roubadas por infratores, pois eles são onipresentes no parque.
As últimas onças-pintadas
Um dos animais emblemáticos e mais dependentes do Parque Nacional do Iguaçu é a onça-pintada. A espécie está sob sério risco de extinção na eco-região da Mata Atlântica do Alto Paraná. A população total do bioma inteiro foi estimada em menos de 250 indivíduos. O parque deveria ser seu santuário, mas lá dentro as onças ainda morrem abatidas por tiros de caçadores.  Na região do parque, além da caça, elas morrem também atropeladas ou abatidas por predar criações domésticas.
Sabe quantas sobraram?
Na minha pesquisa, produzi 248 mil fotos, nas quais flagrei onças-pintadas apenas 15 vezes. Mas calma, não são 15 animais, mas apenas três, que aparecem nas fotos abaixo. O coordenador do projeto Carnívoros do Iguaçu, Apolônio Rodrigues, reconheceu uma das fotos, de uma onça-fêmea. ”É a Naípi”, disse, um animal que ele monitorava, cujo sinal tinha sido perdido um ano antes.
Os primeiros dados científicos e históricos que temos para o Parque de Iguaçu estão na tese de doutorado de Peter Crawshaw. Entre 1985 e 1995, ele estimou a densidade de onça-pintada para o parque inteiro em 134 indivíduos, dos quais 64 adultos.
Ao ler a tese de Peter, descobre-se com horror que morreram todas as oito onças que ele monitorava com rádio-colares. Três fêmeas foram mortas por caçadores dentro do parque. Em seguida, dois machos, irmãos de ninhadas sucessivas, foram abatidos por caçadores usando um jirau instalado na área de visitação. Outro macho adulto também foi baleado de um jirau, e, mais tarde, morreu atropelado por um caminhão na BR-277, na altura do município de Céu Azul. Dois outros exemplares equipados com rádio-colares desapareceram prematuramente e não foram encontrados apesar de muitas buscas aéreas. Finalmente, no mesmo período, Crawshaw registrou a morte de dois animais que não faziam parte da sua pesquisa: um filhote de 20 kg e um macho adulto, capturado por se tratar de um “animal problema”, triste nome dado aos animais que atacam criações domésticas. Isso aconteceu numa propriedade na beira do parque, do lado argentino. O animal foi relocado para o parque provincial Urgua-í, na Argentina e apareceu morto uma semana depois.
Saldo: 100% de mortalidade ao longo de dois anos da fase de monitoramento. Sabe quanta pressão é isso?
Na Argentina, do outro lado do rio Iguaçu -- que serve de fronteira com o Brasil -- está o Parque Nacional del Iguazú, contíguo ao parque brasileiro. Lá, entre 2004 e 2010, os dados de armadilhas fotográficas de Augustín Paviolo trouxeram outras informações dramáticas sobre a situação dos grandes felinos desta eco-região. Paviolo calculou uma densidade de onças-pintadas entre 0,53 e 0,85 para cada 100 km2. Nos cálculos de Peter, feitos em 1995, a densidade encontrada foi de 3.7 onças adultas/100 km2. Isso significa que em cerca de uma década a densidade de onças caiu para, na melhor hipótese, um quarto do que era.
Sabemos que os animais se deslocam entre os lados argentino e brasileiro, fato constatado tanto por Crawshaw quanto por Paviolo. Isso sugere que esta última estimativa de densidade deve ser parecida nos dois parques.
O projeto Carnívoros do Parque Nacional do Iguaçu estimou a população do parque, no lado brasileiro, entre 6 e 12 onças-pintadas, depois revisada para 18. Qual é o número exato? Não se sabe. Mas mesmo para o pesquisador mais otimista, a conclusão é: o mais provável é que a população de onças-pintadas local esteja condenada à extinção.
Após uma década de monitoramentos de curto e longo prazo, a conclusão da minha pesquisa de doutorado é que a fauna do parque está empobrecendo e só restam espécies generalistas, como quatis, iraras, catetos, cotias e gambás. As pressões ambientais são intensas e abrangentes, A onça-pintada, maior predador do Iguaçu, está à beira da extinção local. Neste caminho, o Parque Nacional do Iguaçu se tornará a “floresta vazia” de Kent Redford.
É sinistro? Sim.
Em vista a tudo isso, pense nesta:  se não é possível proteger 440 km de perímetro do Parque Nacional do Iguaçu de ataques diários por todos os lados, o que pode se esperar da reabertura da Estrada do Colono, que implicará no desmatamento e pavimentação de mais 21 hectares no cerne do parque?
O projeto de lei que reabre a Estrada do Colono é uma ofensa ao senso comum. Faz da legislação uma ferramenta de lobbies econômicos e políticos, sem pena de pisar no patrimônio natural. É tão grave, que se a estrada for reaberta a Unesco pode retirar do Parque o título de Patrimônio Mundial da Humanidade.
O que me move a publicar esse artigo é contar ao público o que vi e vivenciei em 10 anos acumulados como pesquisadora do parque, principalmente da conservação dos felinos e mamíferos. Meu desejo é que essas informações não fiquem escondidas dentro de relatórios técnicos e trabalhos acadêmicos. Os cidadãos precisam entender o que está acontecendo e precisam se mobilizar pela proteção deste tesouro, antes que ele desapareça.


domingo, 14 de fevereiro de 2016

A deliberada destruição da natureza do Paraná

Há cinco anos, a gestão do governo estadual apontou sinais de interesse pela conservação da natureza através do lançamento de um pretensioso programa batizado de Bioclima, com destaque à proteção de remanescentes naturais privados no planalto paranaense – por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) – e de um tratamento especial à região costeira do Paraná, onde se encontra o maior remanescente contínuo de Floresta Atlântica do Brasil.
Somavam-se a esses compromissos o fortalecimento na estrutura e no contingente dos órgãos ambientais, uma vez que o complexo da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) não efetua contratações há mais de 20 anos.
Apesar das promessas, de lá para cá, praticamente nada do que havia de compromisso foi cumprido. Ao contrário, a gestão presente aderiu às agendas impostas por setores da economia com uma visão retrógrada em relação à conservação, a exemplo do apoio incondicional a todas as mudanças do Código Florestal Brasileiro, consumado na forma de lei em 2012.
Recentemente, o Governo do Estado referendou de novo sua posição unilateral ao apoiar a Lei Florestal Estadual e sua regulamentação e deu suporte a versões estruturadas sem qualquer reparo às perdas estabelecidas no âmbito federal, sem permitir nenhuma discussão com a sociedade.
Também dificultou a continuidade de uma parceria histórica entre o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb) para dar suporte às ações de controle e fiscalização da pesca, caça, desmatamento e extrativismo ilegais. Para justificar sua decisão, o governo afirmou que fiscalizar não era uma "prática adequada" e que a "confiança na população", a partir de ações educativas, representava uma alternativa mais coerente nos dias de hoje.
Até hoje, nenhum modelo de pagamento por serviços ambientais foi colocado em prática pelo poder público estadual. Não houve novas contratações no complexo SEMA e as estruturas dos órgãos ambientais continuaram insuficientes para o atendimento mínimo de suas demandas. A aposta na estrutura frágil e sem uma coordenação unificada, para permitir a celeridade dos processos de licenciamento, mostrou-se evidente e reiterada.
Não satisfeito com o desmonte implantado na gestão ambiental, o governo promoveu a emissão de centenas de licenças de desmatamento, por meio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), com clara conotação de ilegalidade e que hoje são matéria de investigação criminal. A prática abriu espaço para a continuidade da destruição das últimas áreas naturais do interior do Paraná, em especial as Florestas com Araucária, já reduzidas a uma condição resquicial.
Por fim, praticamente todas as expectativas de implantação de grandes empreendimentos parecem ter benção prévia da gestão pública estadual, ignorando a necessidade de estudos prévios mais aprofundados e de um discernimento responsável entre o que é possível ser executado ou não, com base nos impactos ambientais que possam ocorrer, com ênfase à região costeira.
Uma política de licenciamento a qualquer custo que impõe ao Ministério Público e à sociedade civil organizada a necessária posição de isenção e de contraponto, já não existente nos órgãos que deveriam ter esta responsabilidade.
O caos da gestão sobre o patrimônio natural paranaense não ocorre por acaso. Ou apenas pela condução incompetente da gestão estadual. Representa uma vontade de setores econômicos e políticos que se sobrepõem a uma agenda de interesse público.
Denunciar esse cenário negativo é uma das maneiras de motivar a opinião pública e até os próprios representantes do poder executivo, principais responsáveis por esta situação, sobre a urgência de uma mudança de postura. O governo não cumpre, até aqui, suas obrigações mínimas no âmbito da conservação do patrimônio natural paranaense.
Precisamos reagir à altura da magnitude dos impactos ocasionados com a perda da biodiversidade e suas consequências cada vez mais amplas para toda a sociedade. O povo do Paraná já sofreu o suficiente com a negligência e a falta de compromisso com a conservação da natureza.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Pinheiro do Paraná - Ibflorestas.org.br‎

Anúnciowww.ibflorestas.org.br/Pinheiro
  1. Conheça mudas de Pinheiro do Paraná e ajude as Florestas Brasileiras
A araucária [Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze 1898] é a espécie arbórea dominante da floresta ombrófila mista, ocorrendo majoritariamente na região Sul ...

Mata de Araucárias - Brasil Escola

www.brasilescola.com › Geografia do Brasil › Geografia Física do Brasil
4 dias atrás - As Matas de Araucárias são encontradas na região Sul do Brasil e nos pontos de relevo mais elevado da Região Sudeste. Existem pelo ...

Mata de Araucárias - InfoEscola

www.infoescola.com/geografia/mata-de-araucarias/
Texto sobre a mata de araucarias, floresta ombrofila mista, quais as suas caracteristicas, a fauna dessa floresta, clima, etc.

[PDF]PARQUE NACIONAL DAS ARAUCÁRIAS - ICMBio

www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/.../pm_parna_araucarias_1.pdf
Créditos Técnicos e Autorais. Supervisão e Acompanhamento Técnico do Plano de Manejo do Parque Nacional das. Araucárias. Célia Lontra – DIREP/ICMBIO.

Parna das Araucárias - ICMBio

www.icmbio.gov.br › ... › Unidades de Conservação - Mata Atlântica
NOME DA UNIDADE: Parna das Araucárias. BIOMA: Mata Atlântica. ÁREA: 12.841 hectares. DIPLOMA LEGAL DE CRIAÇÃO: Dec s/nº de 19 de outubro de ...

Criado em 2005, o Parque Nacional das Araucárias protege ...

https://plus.google.com/.../posts/Y2vgexUHC5s
Fundação SOS Mata Atlântica - Compartilhada de modo privado
20 de out de 2015 - Criado em 2005, o Parque Nacional das Araucárias protege mais de 12 mil hectares de belíssimas araucárias, que formam uma paisagem única junto aos rios.

Floresta com Araucárias - Apremavi

www.apremavi.org.br/floresta-com-araucarias
A floresta com araucárias, chamada cientificamente de Floresta Ombrófila Mista, é um ecossistema do Bioma da Mata Atlântica, característico da região sul do ...

Mata de Araucária - Escola Kids

www.escolakids.com/mata-de-araucaria.htm
A mata das araucárias era encontrada em grande quantidade no Brasil, porém ela está praticamente extinta nos dias atuais, ocorrendo a sua existência apenas ...

Mata de Araucária - Mundo Educação

www.mundoeducacao.com/geografia/mata-araucaria.htm
As folhas são estreitas e compridas e sua estrutura vegetativa é bastante homogênea, pois não há grandes variações de espécies de araucárias, além de se ...

Pousada das Araucárias - Visconde de Mauá

www.pousadadaaraucaria.com.br/